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Aula 13 6 de junho de 2019 noite

Sociologia da Educação I 2019103 Noite prof Elie Ghanem

Aula 13 6 de junho de 2019 A escola do sujeito e Apresentação de ideias de pesquisa Grupo 5 e Grupo 6

  • Leitura individual prévia
TOURAINE, Alain. A escola do sujeito. In: Poderemos viver juntos?: iguais e diferentes. Tradução de Jaime A. Clasen e Ephraim F. Alves. Petrópolis: Vozes, 1999. p. 317-328. Disponível em: http://cappf.org.br/tiki-index.php?page=2009+EDF0289+EDF0113+TAVARES+at%C3%A9+VOVIO

Esquema do texto

Como combinar a liberdade do sujeito pessoal, o reconhecimento das diferenças culturais e as garantias institucionais que protegem esta liberdade e estas diferenças?

Reflexão pouco elaborada sobre educação não só devido aos problemas da massificação do ensino secundário e superior, à dificuldade de combinar formação geral e formação profissional ou à violência na escola.

Sociedade industrial, centrada na produção e nas relações de trabalho, não dera a devida atenção à educação.

Sociedade contemporânea, escola na defensiva: desmoronamento da cultura escolar obriga a renunciar à antiga concepção da instrução pública invadida por uma cultura da juventude à qual os professores são estranhos.

Debates sobre a própria educação são logo qualificados de teóricos.

Fim do século XIX, França se pensava ainda com categorias pré-industriais, mais políticas e institucionais do que econômicas e sociais: escola foi concebida como agência de socialização (sociedade não separava cidadania de educação).

O indivíduo deixou de ser definido como membro ou cidadão duma sociedade política, foi percebido como trabalhador: a educação perdeu importância, ficou subordinada à atividade produtiva e ao desenvolvimento da ciência, das técnicas e do bem-estar (apenas preparação para a vida chamada ativa).

Não se pode falar que são ideias sobre a educação: não se levam em conta as demandas dos educandos que se preocupam com a sua personalidade, com sua vida e seus projetos pessoais, com suas relações com os pais e os colegas (indivíduo reduzido às funções sociais que deve assumir).

Futuro profissional é pouco previsível: pede à escola que prepare para aprender a mudar em vez de permitir adquirir competências que podem ficar logo inúteis.

É perigoso querer adaptar jovens a um estado da sociedade econômica que lhes dá tão pequenas oportunidades de arranjarem emprego.

Desmodernização requer reforçar as oportunidades dos indivíduos se tornarem os sujeitos da própria existência.

Três princípios da educação clássica.

Libertar a criança (ou o recém-chegado à sociedade) de seus particularismos. Levá-la, por seu próprio trabalho e disciplinas impostas, até o domínio dos meios de raciocínio e de expressão. Modernização ocidental (oposição entre o tradicional e o moderno, descarte do passado pelo progresso).

Valor universal da cultura, ou até da sociedade em que a criança ou jovem vivia. Muito além da aquisição de conhecimentos positivos ou da socialização (aprendizagem de papéis sociais). Sentido do verdadeiro, do bom, do belo (modelos de ciência, sabedoria, heroísmo ou santidade). Ao mesmo tempo moral e intelectual, cultura associada a uma sociedade considerada portadora da civilização e dos valores modernos.

Hierarquia social. As categorias superiores são as que mais se aproximam do universalismo e se libertam das tradições e crenças particulares. A escola quis selecionar os indivíduos mais aplicados, os mais capazes de pensamento abstrato e devoção aos valores simultaneamente universais e nacionais. Fundar uma hierarquia social nova, com base na competência, e não mais fundada na origem social (hierarquizou os conhecimentos conforme o seu nível de abstração ou de formalização).

Sociedade nacional (comunidade histórica e cultural): afirmação da unidade dos três atos civilizatórios fundamentais: o controle das paixões pela razão individual; o monopólio da violência legítima exercido pelo estado; o domínio da natureza pelo conhecimento científico.

Educação centrada na sociedade, nos assim chamados valores, em particular o conhecimento racional, não no indivíduo. A serviço do progresso, da nação e do conhecimento.

Escola do sujeito, orientada para a liberdade do sujeito pessoal, para a comunicação intercultural e para a gestão democrática da sociedade e das suas mudanças.

Liberdade do sujeito pessoal. De uma educação da oferta para uma educação da demanda.
Reconhecer demandas individuais e coletivas, em vez de acreditar que antes da sua socialização pela escola o indivíduo é um selvagem (tabula rasa). A criança tem, em cada momento da vida, uma história pessoal e coletiva, que sempre vai apresentar traços particulares.

Unir a esfera privada e a vida pública, portanto, a família e a escola.

De educação centrada na cultura e nos valores da sociedade para uma educação que concede importância central à diversidade (histórica e cultural) e ao reconhecimento do outro, a começar pela comunicação entre rapazes e moças ou entre jovens de idades diferentes, para estender-se a todas as formas de comunicação intercultural.

Corrigir a desigualdade das situações e das oportunidades. Da concepção geral abstrata da igualdade (semelhante à ideia de cidadania) para partir da observação das desigualdades de fato e procurar corrigi-las ativamente. Ressituar os conhecimentos (e os assim chamados valores) em situações sociais e históricas concretas ligando ciência e sociedade ou ética.

Escola Estadual Isaac Schreiber. Orientações aos inspetores. São Paulo, 4 de maio de 2013. 1 p. (Galerias de Arquivos: DEMO0331orientacoesInspetores4mai2013)

  • Leitura complementar
AZANHA, José Mário Pires. Uma reflexão sobre didática. In: Educação: alguns escritos. São Paulo: Nacional, 1987. p. 70-7 (Galeria de Arquivos: AZANHAreflexaoSobreDidatica)

Link para o filme Padre Padrone (1977), de Paolo Taviani e Vittorio Taviani
http://www.youtube.com/watch?v=GgG3wGc7FSc

  • Panelinhas
Perguntas a partir de Touraine. A escola do sujeito

  • Panelão

Apresentação dos resultados das panelinhas e palavra aberta

Aula 13 6 de junho de 2019 Noite Opiniões

Para a Aula 14 13 de junho de 2019 A escola da comunicação e Apresentação de ideias de pesquisa Grupo 7

ABRAMO, P. Pesquisa em ciências sociais. In: HIRANO, S. (Org.). Pesquisa social: projeto e planejamento. São Paulo: T. A. Queiroz, 1979, p.19-87. (Galerias de Arquivos: ABRAMOpesquisaEmCienciasSociais1979)

TOURAINE, Alain. A escola da comunicação. In: Poderemos viver juntos?: iguais e diferentes. Tradução de Jaime A. Clasen e Ephraim F. Alves. Petrópolis: Vozes, 1999. p. 328-346 (Galerias de Arquivos: TOURAINEescolaDaComunicacaoP328a346). Disponível em: http://cappf.org.br/tiki-index.php?page=2009+EDF0289+EDF0113+TAVARES+at%C3%A9+VOVIO