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Aula 7 4 de abril de 2019 noite

Sociologia da Educação I 2019103 Noite prof Elie Ghanem

Aula 7 4 de abril de 2019 Problemas da educação com meios de comunicação de massa

Sociologia clássica e educação: Durkheim


  • Panelão - Explicação do professor sobre problema
Panelinhas Problemas da educação pelos meios de comunicação de massa. Respostas das panelinhas

  • Panelão
Apresentação dos resultados das panelinhas; palavra aberta

Panelinhas Perguntas a partir de DURKHEIM, Émile. Conseqüência da definição precedente: caráter social da educação. In: Educação e sociologia. 3. ed. Tradução de Lourenço Filho. São Paulo: Melhoramentos, 1952. p. 32-36

  • Panelão
Apresentação dos resultados das panelinhas; palavra aberta

Esquema do texto

DURKHEIM, Émile. Conseqüência da definição precedente: caráter social da educação. In: Educação e sociologia. 3. ed. Tradução de Lourenço Filho. São Paulo: Melhoramentos, 1952. p. 32-36


Educação (Durkheim): i) meio de preparar, no íntimo, condições de existência da sociedade; ii) sistema educativo pode incluir escolas, mas não se reduz a sistema escolar; iii) atuação das gerações de adultos sobre as imaturas; iv) caráter uno e caráter múltiplo (idéias, sentimentos, práticas) comuns a todos os ambientes sociais específicos.

Caráter social da educação (Durkheim):

Educação = socialização metódica das novas gerações (“construir o ser social no indivíduo”).


Ser individual: estados mentais relativos à vida pessoal; insubmisso à autoridade política; desobediente à disciplina moral; sem devoção ou sacrifício.

Ser social: sistema de ideias, sentimentos e hábitos que exprimem no indivíduo o(s) grupo(s) de que faz parte.

Aptidões para a vida social humana não são transmitidas por hereditariedade, são transmitidas por educação.

Qualidades morais limitam a atividade e são suscitadas por ação “vinda de fora”.

Vida social complexa requer funcionar pelo pensamento refletido (esclarecido pela ciência): impõe a cultura científica aos membros da sociedade como um dever.

A imposição de agir segundo as necessidades da sociedade interessa a quem se submete a ela (humaniza).

Cooperação leva a maior rendimento. Há acumulação (de saber) na seqüência das gerações: considerar outros interesses; dominar paixões; dar lei aos instintos; sacrifício, privação, subordinação a fins mais elevados (que os individuais).

O indivíduo que deseja melhorar a sociedade melhora a si mesmo.

A sociedade engrandece e humaniza o indivíduo.

Instituição transforma cultura (valores) em normas e estas em papéis. Esta ação é a

socialização



Esquema do texto


ROCCO, Maria Thereza Fraga. Televisão e educação: um canal aberto. In: FIGUEIREDO, Vera Lúcia Follain. Org. Mídia & educação. Rio de Janeiro: Gryphus, 1999. p. 51-73


TV tem regras próprias, mas, é plural e multifacetada, veiculando produtos muito diferentes entre si: um jornal noticioso, um comercial, um talk show, um programa infantil, um filme feito para TV, uma novela, documentários e reportagens, desenhos, programas sobre estética, culinária, auto-ajuda etc.

A comparação entre TV e escola é descabida quando transpõe critérios inerentes à última: um produto ficcional de TV com uma obra literária e o ver TV com ler textos escritos.

TV e Escola são absolutamente diversas entre si, por definição.

TV é um veículo eletrônico que informa, diverte e deve também educar, ainda que não seja essa sua função precípua.

Televisão e educação são diferentes em tudo, mas, podem e devem trabalhar juntas com vistas ao desenvolvimento integral de indivíduos e grupos.

É inadmissível que a escola não lance mão da TV para redimensionar o trabalho pedagógico e torná-la mais ágil, competente e sedutor.

TV é poderoso instrumento de divulgação e integração de informações, conhecimentos, revelando-se como fonte de diálogo e interação.

É preciso aprofundar a competência para a análise do texto televisual como se faz com o texto escrito: capacidade para o exercício da cidadania.

O texto televisual ou qualquer outro não tem efeito único, direcionado e determinado em relação aos diferentes receptores.

Não se pode mais falar em recepção condutista, iluminista, herdada do século XIX segundo a qual o processo de circulação de conhecimento, o próprio processo de educação era concebido como a transmissão de algo para quem nada conhece, sendo o receptor (ou indivíduo a ser ensinado) visto apenas como um recipiente vazio no qual se depositavam os conhecimentos originados ou produzidos em outro lugar: receptor como vítima e tabula rasa.

O que se lê nos livros ou o que se vê na TV resulta da interação entre produto, condições de produção e naturezas de receptor.

A TV deve ter, além do papel de divertir e informar, a função de educar (preceito constitucional).

Educar como ação coadjuvante à da escola: lugar formal e insubstituível da educação (além dos papéis educativos desempenhados pela comunidade, pelo grupo social etc.).

TV e escola não são perfeitamente complementares nem radicalmente antinômicas.

TV pode ser forte aliada do processo educativo: para auxiliar/ilustrar a aprendizagem. Ex.: ato cirúrgico numa faculdade de Medicina, chegar perto das mãos e dos gestos de um cirurgião.

No exemplo, o nível de detalhamento é insuficiente e até deficiente sem a visão e o conhecimento de quem, em diálogo com estudantes.

De que TV ou TVs se trata?

Há projetos específicos para a educação: Um Salto para o Futuro, Telecurso 2000, documentários educativos, Globo Rural, Mundo Animal, entre outros, que permitem desenvolver a visão analítica e o espírito crítico.

Uma novela, uma minissérie, um comercial, uma entrevista, um talk show, um programa de auditório, um programa de variedades e outros podem ser apropriados pela escola a fim de se levantar dados e provocar discussões "educativas" mais amplas.

Programas de TV de péssimo nível e audiência alta? Para condená-los, é necessário analisá-los, a fim de que se reconheçam os momentos em que se violenta a cidadania; em que se explora o indivíduo mais simples e até o excluído; os momentos em que se despreza e se solapa a ética e se exalta, ao extremo, o grotesco.

É fundamental preparar docentes a fim de que, em sala de aula, trechos breves e significativos de um programa sejam analisados e avaliados.

Há vídeos educativos já "prontos" para auxiliar a realização de trabalhos em escolas.
Não se concebem bons professores que os dispensem.

Propostas da TELECOLE francesa:

Tanto com as crianças menores quanto com as maiores, é preciso analisar a TV partindo da experiência pessoal de cada um e da percepção que têm do mundo em que vivem.

Com alunos menores é possível explorar e analisar: desenhos e programas infantis; documentários próprios para a idade e comerciais.

Com os mais velhos, deve-se analisar: documentários políticos; telejornais, observando, por exemplo, as diferenças apresentadas por duas emissoras no tratamento de um mesmo tema; cenas de violência em seus contextos, buscando saber as razões das mesmas; a grade de programação oferecida, verificando, por exemplo, que lugar têm os temas ligados à educação, à vida cotidiana, ao meio ambiente, à ética e à sexualidade.

Para quase todos os estudantes: levar a conhecerem o meio TV, ajudando-os a definir escolhas e fazer opções; aprender a extrair e analisar informações a fim de ensiná-los a passar da recepção para o tratamento concreto da informação; conhecer os discursos televisuais, seus gêneros e as "gramáticas" que os sustentam; aprender a ler e entender as representações que a TV faz dos jovens e crianças e de suas histórias.

Ainda que o trabalho pedagógico possa ser muito prazeroso, não pode ser descontraído.

A seriedade tem que ser igual seja no caso do livro impresso, de um painel, do computador, de uma apresentação oral, de um exercício com TV.

O prazer advém do esforço e não da gratuidade nem do descompromisso. É inaceitável a improvisação em qualquer coisa que se faça: o professor tem de preparar muito bem as aulas.

Um segmento não deve ultrapassar a 15 minutos de exibição. Mostrar um programa todo, longo, é como "matar aula".

É anacrônico e obsoleto não ver que o canal Escola-Educação-Televisão está inapelavelmente aberto.


Perguntas das panelinhas a partir de Durkheim e Rocco

Aula 7 4 de abril de 2019 Noite Opinião

  • Para a Aula 8 11 de abril de 2019 Tradição
ABRAMO, P. Pesquisa em ciências sociais. In: HIRANO, S (Org.). Pesquisa social: projeto e planejamento. São Paulo: T. A. Queiroz, 1979, p.19-87. (Galerias de Arquivos: ABRAMOpesquisaEmCienciasSociais1979)

Um violinista no telhado

Filme de Norman Jewson, 1971, 180 min. https://www.youtube.com/watch?v=gRdfX7ut8gw&list=PL171F3C72849DC043

GIDDENS, Anthony. Tradição. In: O mundo em descontrole: o que a globalização está fazendo de nós. Tradução de Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Record, 2000. p. 47-60 (Galerias de Arquivos: GIDDENStradicao)

Sugestão de documentários

Levante sua voz (Intervozes) sobre a TV no Brasil e concessões (17min) https://www.dailymotion.com/video/x249i2s
Freenet - (fala inclusive sobre sermos produtores de informação) https://vimeo.com/161511483